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Ataques cibernéticos devem crescer 57% em 2017. Como se proteger?

Ataques cibernéticos devem crescer 57% em 2017. Como se proteger?

21 de Dezembro de 2016

Um estudo da PSafe apontou que os ataques de links e páginas maliciosas (phishing) e os malwares que visam roubar dados bancários tendem a ser os grandes vilões do mundo digital em 2017.

Segundo o estudo, a previsão é de aumento de 90% e 30%, respectivamente, no próximo ano. De acordo com o gerente de consultoria, Emilio Simoni, essa tendência é amplificada pelo alto potencial de rentabilidade dos crimes cibernéticos e pelo baixo conhecimento da população em relação a práticas de utilização segura da internet.

Outra modalidade de ciberataques que também deve crescer no ano que vem são os ransomwares, vírus que “sequestram” dispositivos e pedem o pagamento de um valor em dinheiro para desbloqueio, com previsão de 12% de novos casos.

“As ameaças do tipo Phishing devem aumentar significativamente graças à facilidade do hacker em disseminar o crime via serviços de mensagens. Trata-se de uma modalidade que serve de porta de entrada para hackers iniciantes conseguirem retorno financeiro rapidamente” diz Simone. Para evitar ser vítima de ciberataques em 2017, algumas recomendações de segurança:

Fique de olho no Internet das coisas (IoT)

Objetos que conferem mobilidade ao usuário e estão conectados à internet, como automóveis, relógios, computadores, dentre outros, fazem parte da tecnologia de infraestrutura de IoT. A tendência é que hackers utilizem cada vez mais IoT para infecção de dispositivos, em razão da ausência de proteção, devido à limitação de hardware (parte física).

Tudo indica, também, que acontecerão grandes ataques de DDoS (negação de serviço) em 2017. Estes ataques têm como objetivo tornar um servidor, um serviço ou uma infraestrutura indisponível para os usuários, ao sobrecarregar o servidor, fazendo uso de seus recursos até que se esgotem.

Para se defender desse tipo de ataque, é necessário alterar senhas padrões de todos os objetos e utilizar palavras-chave fortes. “Quanto mais caracteres são inseridos em uma senha, mais tempo um hacker vai demorar para tentar derrubar essa barreira”, alerta Simoni.

Uma senha segura deve ter pelo menos 10 dígitos e misturar letras maiúsculas, minúsculas, símbolos especiais e números. Lembre-se de nunca utilizar datas de aniversários, nome de familiares ou qualquer outro dado que seja de fácil acesso ou conhecimento para o hacker.

Não seja ‘fisgado’ por páginas falsas

Para não ter prejuízos financeiros com o phishing (link malicioso que direciona a páginas falsas), evite clicar em links desconhecidos enviados via SMS, e-mail ou WhatsApp. Além disso, desconfie de promoções muito rentáveis. Nunca instale um aplicativo fora de lojas oficiais e, mesmo em lojas conhecidas, analise com cuidado a quantidade de instalações e os comentários. Por fim, é importante ter em mente que pessoas mal-intencionadas se aproveitam de grandes eventos e datas comerciais, como Natal, Black Friday, entre outros, para criar promoções ou falsos apps.

Proteja seus dados

Práticas de segurança digital são importantes, mas ter um antivírus instalado no celular é imprescindível. Ele funcionará como uma barreira de segurança para garantir a privacidade dos seus arquivos. Também é altamente recomendável contar com ferramentas com atualização diária, como o PSafe TOTAL, por exemplo, que tem sistema anti-phishing com capacidade de identificar páginas falsas, e com tecnologia de proteção em nuvem.

Via canaltech.com.br